Páginas

sábado, setembro 16, 2017

Beber café, mesmo descafeinado, aumenta expectativa de vida

Redação do Diário da Saúde

Beba café e viva mais

Aqui está outro motivo para começar o dia com uma xícara de café: As pessoas que bebem café vivem mais tempo.

O consumo de café foi associado a um menor risco de morte devido a doenças cardíacas, câncer, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças respiratórias e renais.

Partindo de uma população de centenas de milhares de pessoas e acompanhando-as durante quase duas décadas, as pessoas que consumiam uma xícara de café ao dia mostraram-se 12% menos propensas a morrer no período em comparação com aquelas que não bebiam café. Esta associação foi ainda mais forte para aquelas que bebiam de duas a três xícaras por dia - uma chance de morrer 18% menor.

E há outra novidade: A mortalidade menor mostrou-se presente independentemente de as pessoas beberem café comum ou café descafeinado, sugerindo que a associação não está ligada à cafeína.

E talvez ainda mais importante: Todos estes resultados foram agora aferidos para a maioria dos grupos étnicos, incluindo afro-americanos, japoneses-americanos, latinos e brancos.

"Não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação. Se você gosta de tomar café, beba! Se você não é um bebedor de café, então você precisa considerar se você deve começar," disse a professora Veronica Setiawan, da Universidade Sul da Califórnia (EUA).
Café é bom para todos

O estudo, publicado na revista médica Annals of Internal Medicine, utilizou dados do Estudo de Coesão Multiétnica, um esforço colaborativo entre o Centro de Câncer da Universidade do Havaí e a Faculdade de Medicina da USC envolvendo mais de 215 mil participantes.

Uma das grandes novidades deste estudo foi atestar os resultados para várias etnias.

"Até agora, poucos dados estavam disponíveis sobre a associação entre consumo de café e mortalidade em não-brancos nos Estados Unidos e em outros lugares," escreveram os pesquisadores. 

"Essas investigações são importantes porque os padrões de estilo de vida e os riscos de doenças podem variar substancialmente em diferentes origens raciais e étnicas, e os resultados em um grupo podem não se aplicar necessariamente a outros".

Como a associação foi registrada em quatro etnias diferentes, Setiawan e seus colegas afirmam que agora é seguro dizer que os resultados se aplicam a todos os grupos.


sábado, setembro 09, 2017

Felicidade melhora saúde física

Redação do Diário da Saúde

Felicidade gera saúde

O bem-estar subjetivo - fatores como a satisfação, o desfrutar a vida, enfim, a felicidade - podem afetar diretamente a saúde física.

A conclusão é de uma revisão sistemática feita nos estudos científicos publicados até agora sobre o assunto. Na revisão, uma equipe multidisciplinar "equaliza" os estudos, não apenas checando sua qualidade e a significância dos resultados, mas também colocando-os sobre uma mesma base.

A conclusão é que o bem-estar subjetivo exerce seus efeitos na saúde física não apenas através dos mais óbvios comportamentos de saúde - quem é mais feliz se cuida mais -, mas também através dos sistemas imunológico e cardiovascular.

De acordo com a equipe responsável pela análise, embora os cientistas deverão continuar debatendo os mecanismos moleculares de como a felicidade afeta a saúde, não há mais dúvidas de que isso acontece de fato.

"Nós agora temos que levar muito a sério a descoberta de que as pessoas felizes são mais saudáveis e vivem mais, e que uma infelicidade crônica pode ser uma verdadeira ameaça para a saúde," disse o professor Ed Diener, que fez a revisão sistemática em conjunto com uma equipe das universidades da Virgínia, Utah e da Califórnia em San Diego.
Do psicológico ao físico

A expectativa é que, desvendando os mecanismos de como a felicidade afeta nossas células e órgãos, seja possível atuar nas pessoas não tão felizes.

Igualmente importante, esses resultados podem levar as pessoas capazes de assumir a responsabilidade pela própria saúde a se dedicarem a tarefas simples e mais constantes, como desenvolver hábitos mentais felizes e emoções positivas.

"Os resultados dos estudos mostram que nossos níveis de felicidade versus estresse e depressão podem influenciar nossa saúde cardiovascular, a força do nosso sistema imunológico para combater doenças e nossa capacidade de curar ferimentos," ressaltou o professor Diener.

Os resultados foram publicados na revista Applied Pshychology: Health and Well-Being.

sábado, agosto 26, 2017

Quer viver sete anos a mais e envelhecer de forma saudável

Com informações da Umich











Em seus 50 anos, as pessoas na faixa de peso normal para sua altura, que nunca fumaram e bebem com moderação têm uma expectativa de vida sete anos mais longa do que a média. As deficiências tipicamente associadas com a velhice também surgem com um retardo de até seis anos.

Estes são os resultados de uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan, nos EUA. Atualmente, a expectativa de vida naquele país é de aproximadamente 78 anos para homens e 82 para mulheres, mas para este grupo de baixo risco essas idades mudam: são 85 e 89, respectivamente.

"É importante convencer as pessoas a melhorarem esses comportamentos, não só para terem uma vida mais longa, mas para ter uma vida longa sem deficiências," disse o professor Neil Mehta. 

"E, em uma perspectiva social, cuidar de indivíduos com deficiência é muito 'caro'. Além disso, nosso estudo mostra que os comportamentos de risco aumentam significativamente o ônus da incapacidade precoce".

Combinação de fatores

Enquanto pesquisas anteriores se concentraram no impacto sobre a expectativa de vida dos comportamentos individuais, a equipe de Mehta se concentrou no efeito dos três fatores combinados.

Os pesquisadores definiram a categoria de baixo risco como aqueles que nunca fumaram, bebem moderadamente - no máximo 14 doses semanais para homens e 7 doses semanais para mulheres - e apresentam um índice de massa corporal menor que a classificação para obesos (30+) - ou seja, aqueles que seriam considerados normais e um pouco acima do peso (18,5 - 29,9 IMC).

Infelizmente, disse Mehta, as pessoas que evitaram esses comportamentos nocivos não fazem parte da norma: "Oitenta por cento [dos norte-americanos] em seus 50 anos, já fumaram ou foram obesos. Isso é um dado alarmante. Nosso estudo fala sobre a importância da prevenção na saúde comunitária e nas políticas públicas".

Nunca é tarde

Embora o estudo não tenha se empenhado em analisar o que acontece quando as pessoas mudam um ou mais dos comportamentos, a equipe descobriu que as pessoas não obesas que deixaram de fumar por 10 anos antes do estudo e que bebiam moderadamente não tinham problemas gerais e de incapacidade - e a expectativa de vida foi apenas um ano menor do que as pessoas não obesas que nunca fumaram e eram bebedoras moderadas.


"Há evidências de que você ainda pode fazer muito para melhorar sua saúde, mesmo que você tenha esses fatores de risco em algum momento. Nós fizemos um ótimo trabalho com a cessação do tabagismo, mas não está claro onde estamos indo com a obesidade," disse Mehta.

domingo, agosto 20, 2017

Crianças que dormem pouco envelhecem rápido em nivel celular

Com informações da New Scientist

Sono e telômeros

A falta de sono não apenas transforma as crianças em uma turma de mal-humorados, como também pode acelerar o envelhecimento celular - um processo que pode ter efeitos a longo prazo sobre a saúde.

Os telômeros - as tampas nas extremidades dos nossos cromossomos - ficam mais curtos cada vez que nossas células se dividem. 


Os cientistas acreditam que, quando eles se tornam curtos demais, as células não são mais capazes de se dividir para reparar e reabastecer o corpo - um sinal de envelhecimento. Alguns estudos em adultos sugerem que o sono pode estar ligado ao comprimento dos telômeros.

Para descobrir se esse também é o caso nas crianças, uma equipe liderada por Sarah James e Daniel Notterman, da Universidade de Princeton (EUA), examinou 1.567 crianças de 9 anos de idade, extraindo DNA de amostras de saliva e examinando o comprimento de seus telômeros.

Os dados mostraram que os telômeros são mais curtos em crianças que dormem menos. "O comprimento dos telômeros é 1,5 por cento mais curto por cada hora a menos que as crianças dormem por noite," disse James.

Incertezas

Ter telômeros mais curtos já foi associado ao câncer, doenças cardíacas e declínio cognitivo, mas as crianças não apresentaram nenhum sinal dessas doenças. No entanto, elas podem ter um maior risco de desenvolver estes transtornos na fase adulta, segundo o Dr. James: "Isso suscita preocupações".

Algumas pesquisas em adultos sugerem que dormir demais pode ser tão ruim para a saúde quanto dormir muito pouco. Mas nas crianças no estudo, pelo menos no tocante ao envelhecimento celular, mais sono mostrou-se associado a telômeros mais longos.


A equipe não sabe se o encurtamento dos telômeros pode ser revertido com mais sono, mas afirma que o estudo reitera a importância de dormir o suficiente. "A recomendação atual é que essas crianças tenham entre 9 e 11 horas de sono," disse James.

quarta-feira, agosto 16, 2017

Memória: Para se lembrar mesmo, dê significado às informações

Redação do Diário da Saúde

Memória com significado

Ao tentar memorizar informações, é melhor relacionar essas informações com algo que seja significativo para você, em vez de ficar repetindo a coisa vezes sem fim.

"Quando estamos aprendendo informações novas, nosso cérebro tem duas maneiras diferentes de lembrar o material por um curto período de tempo: ensaiando mentalmente os sons das palavras ou pensando no significado das palavras," explica o Dr. Jed Meltzer, neurocientista da Universidade de Toronto (Canadá).

"Ambas estratégias criam boas memórias de curto prazo, mas enfocar o significado é mais eficaz para reter as informações mais tarde. Aqui está um caso em que trabalhar mais duro não significa trabalhar melhor," acrescentou.

Muitos estudos anteriores fizeram testes e tiraram suas conclusões focando as memórias de curto prazo, mas os novos experimentos feitos pela equipe do Dr. Meltzer mostram que o uso do significado da palavra ajuda a "transferir" as lembranças do curto prazo para o longo prazo.

Este resultado é consistente com as estratégias utilizadas pelos principais campeões mundiais de memória, que criam histórias ricas em significado para se lembrar de informações aleatórias, como a ordem de um baralho de cartas.

Mecanismos da memória

O estudo permitiu que os pesquisadores apontassem as diferentes partes do cérebro envolvidas na criação dos dois tipos de memória - de curto e de longo prazo.

"Este resultado mostra que existem múltiplos mecanismos cerebrais que dão suporte à memória de curto prazo, seja lembrando informações baseadas no som ou no significado", diz o Dr. Meltzer. 

"Quando as pessoas têm danos cerebrais por AVC ou demência, um dos mecanismos pode ser interrompido. As pessoas podem aprender a compensar isso se valendo de um método alternativo para formar memórias de curto prazo".


A seguir, o Dr. Meltzer afirmou que irá usar estas descobertas para explorar a estimulação cerebral direcionada, para ver se ela permite melhorar a memória de curto prazo de pacientes com AVC. Ele pretende também comparar esta técnica com medicamentos e com outras técnicas e verificar como essas técnicas podem ser melhoradas.