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sábado, maio 12, 2018

PEQUENAS COISAS IMPORTANTES

Primeira importante lição:

Durante o segundo mês na escola de enfermagem, o professor apresentou um questionário. Ele era bom aluno e respondeu rápido todas as questões até chegar a última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?" Sinceramente, isso parecia uma piada. Ele já tinha visto a tal mulher varias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como ia saber o primeiro nome dela? Entregou o teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um outro aluno perguntou se a ultima pergunta do teste ia contar na nota.

"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'alô' ". Ele nunca mais esqueceu essa lição e também acabou aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Segunda lição importante:

Na chuva,numa noite, estava uma senhora negra, americana do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.

Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajuda-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.

Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram a porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:

"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado. Sinceramente, Sra. Nat King Cole"

Terceira importante lição:

Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou a uma mesa.

Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. "Quanto custa um sundae?" ele perguntou. "50 centavos" - respondeu a garçonete.

O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. "Bem, quanto custa o sorvete simples?" ele perguntou. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência.

"35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: "eu vou querer, então, o sorvete simples". A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas - ou seja, veja bem, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

Quarta importante lição:

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.

Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.

Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.

De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.

Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: 

"Todo obstáculo contem uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

* Fonte: Cesar Romão - www.cesarromao. com.br

segunda-feira, maio 07, 2018

Óculos retarda ou impede progressão da miopia

Redação do Diário da Saúde

Lente para controlar miopia

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Hong Kong construíram uma lente para óculos que se mostrou capaz de retardar a progressão da miopia em até 60% nas crianças participantes dos primeiros testes.

E, em 21,5% das crianças, a progressão da miopia foi interrompida completamente. As lentes possuem uma zona óptica central para corrigir erros de refração (miopia e astigmatismo) e uma seção multissegmentada de desfocagem miópica constante ao longo da periferia média. Assim, os óculos oferecem simultaneamente uma visão clara e uma zona de correção - óculos corretivos já existentes no mercado normalmente são feitos de material opaco e não oferecem a visão normal.

A zona multissegmentada corrige a visão em todas as distâncias de visualização, o que ocorre por um mecanismo homeostático natural conhecido como "emetropização", por meio do qual o globo ocular se adapta e se molda para receber imagens focadas, como acontece com a visão normal.
"Com esta tecnologia, pudemos colocar muitas microlentes por toda a superfície da lente oftálmica. Quando o olho se move em torno de diferentes regiões da lente dos óculos, o olho ainda experimenta uma quantidade constante de desfocagem miópica," explicou o professor Carly Lam.

Evitar progressão da miopia

Um total de 160 crianças, com idade entre 8 e 13 anos, com miopia de 1 a 5 dioptrias, e astigmatismo e anisometropia de até 1,5 dioptria, participaram de um ensaio clínico randomizado duplo-cego de agosto de 2014 a julho de 2017.

Um grupo de 79 crianças usou as lentes de correção (grupo de tratamento), enquanto um grupo de 81 crianças usou lentes normais de visão única (grupo controle).

As crianças que usaram as lentes de correção tiveram 59% menos progressão miópica, e menos 60% alongamento axial quando comparadas com as que usaram lentes de visão única.

A lente corretiva deverá estar no mercado até o final do ano.

sábado, janeiro 20, 2018

Trabalhadores do mundo, levantem-se - Redação do Diário da Saúde

Ficar sentado e problemas de saúde

Quase três quartos dos trabalhadores de escritório sabem que há uma relação negativa entre ficar sentado o dia todo no trabalho e sua saúde.

"O aumento do tempo sentado tem sido associado a um risco elevado de doença cardiovascular e redução da expectativa de vida. Também foram identificadas associações com o ganho de peso, alguns tipos de câncer, diabetes tipo 2 e dificuldades respiratórias," conta a pesquisadora Teneale McGuckin, da Universidade James Cook (Austrália).

Ela entrevistou centenas de trabalhadores para verificar se eles sabem disso, quais são suas maiores queixas e quais seriam as possíveis soluções.

"As queixas sobre as costas são a preocupação mais comum, a seguir dores no pescoço e perda de tônus muscular. As pessoas também relatam o ganho de peso e que ficar sentado o dia todo reduz sua motivação," relatou.

Ficar de pé no trabalho

Mas o que pode ser feito se os trabalhadores precisam do emprego e o trabalho exige que eles fiquem sentados durante as suas jornadas de trabalho?

McGuckin argumenta que, embora os trabalhadores pouco possam fazer a respeito, seus chefes podem ajudar a resolver o problema. Para isso ela sugere uma variedade de estratégias de mudança de comportamento e de regras no trabalho.

Essas estratégias incluem alarmes ou alertas para indicar quando uma pessoa deve se levantar por alguns instantes, softwares que congelem o computador por um período de tempo selecionado, reuniões de pé e o uso de mesas altas, onde se pode trabalhar de pé.

"Mas, independentemente da estratégia utilizada, os grupos [entrevistados] disseram que é necessário incluir a educação sobre os benefícios [de ficar de pé] e que a administração compre a ideia. Os trabalhadores disseram que as pausas devem ser vistas como uma atividade normal e não devem ser criticados quando são vistos longe de suas mesas," relatou McGuckin.

Mas ela reconhece que uma abordagem de "tamanho único" - uma receita única para todas as situações - provavelmente não seria bem-sucedida devido às variedades entre as situações e às preferências pessoais.


"As intervenções devem incluir uma variedade de estratégias adaptadas individualmente e nas quais as pessoas envolvidas tenham a oportunidade de opinar. Se as pessoas sentem que têm controle da situação, é mais provável que a estratégia funcione," disse McGuckin.

domingo, janeiro 14, 2018

O som de mãos batendo palmas - de Tim Hansel

Existe uma história maravilhosa a respeito de Jimmy Durante, um dos grandes artistas de teatro de variedades de algumas gerações atrás. Pediram-lhe que fizesse parte de um show para veteranos da Segunda Guerra Mundial. Ele disse que estava com a agenda muito ocupada e que poderia ceder apenas alguns minutos, mas que, se não se importassem de ele fazer um monólogo curto e partir imediatamente para seu próximo compromisso, ele iria.
É claro que o diretor do espetáculo concordou alegremente.
Mas quando Jimmy subiu no palco algo interessante aconteceu. Ele acabou o pequeno monólogo e ficou. Os aplausos ficaram cada vez mais altos e ele continuou ali - quinze, vinte, então trinta minutos. Finalmente, fez sua última reverência e saiu do palco. Na coxia alguém o deteve e disse:
- Achei que o senhor tinha que partir depois de alguns minutos. O que aconteceu?
Jimmy respondeu:
- Eu realmente tinha que ir, mas posso lhe mostrar o motivo pelo qual fiquei. Você mesmo pode ver se olhar para a primeira fila.
Na primeira fila estavam dois homens, cada um dos quais havia perdido um braço na guerra. Um perdera o braço direito e o outro, o esquerdo. Juntos, eram capazes de aplaudir e era exatamente isso o que estavam fazendo, bem alto e alegremente.

domingo, janeiro 07, 2018

Tolerância Zero (Maria Aparecida Diniz Bressani)


O que é tolerância zero? O que gera a tolerância zero? Tolerância zero ou intolerância? Como você percebe que está presente na sua vida? O que fazer para dissipa-la?
Para responder a essas perguntas, primeiro precisamos focar no seu causador e vítima: o ser humano.

Se observarmos o ser humano, veremos um universo em funcionamento – um microcosmo. Cada órgão de seu corpo funciona de forma autônoma, mas interdependente dos demais. Se, por qualquer motivo, um órgão sofre algum mal, afetará também os outros órgãos, comprometendo o funcionamento do todo. Mesmo que agentes imunológicos tentem resolver o problema, se não forem fortes o suficiente, pouco a pouco todo o sistema orgânico do indivíduo sucumbirá.

Podemos perceber o mesmo processo dentro do universo no qual o homem está inserido - a sociedade humana - numa escala de tempo e conseqüências proporcionais, com suas atitudes sendo agentes ativos da qualidade da própria vida e das dos outros, e, conseqüentemente, de suas relações.
Uma pessoa do tipo tolerância zero gera em seu meio certo mal estar e por esta razão, as pessoas à sua volta também se sentirão mais indispostas a atendê-la e se relacionar amistosamente com ela, e, como que contaminados por um vírus – pouco a pouco – todos se colocarão indispostos uns com os outros, estabelecendo a dinâmica específica nas suas relações do tipo tolerância zero.

Essas pessoas sairão de seus ambientes familiares, irão para outros ambientes levando consigo essa indisposição. Teremos, assim, uma rede de relacionamentos intolerantes que apenas tende a crescer e onde a intolerância tudo contamina e acaba se instalando.

A intolerância é a dificuldade de uma pessoa aceitar o outro como este é, simplesmente porque pensa ou sente diferente de si próprio.
Como psicóloga e psicoterapeuta, acredito que tudo começa de dentro para fora, de dentro do indivíduo para seu ambiente e suas relações. A intolerância se desenvolve dentro da pessoa intolerante, porque, na realidade, existe uma grande dificuldade de auto-aceitação, oriunda de uma baixa auto-estima.

Mesmo quando a pessoa intolerante é o outro e você sofra a intolerância deste outro, você o atraiu. Por que? É bem provável que você tenha o imã da falta de aceitação para ser alvo da intolerância alheia.
A dificuldade de auto-aceitar-se - auto-acolher-se - como diferente e único gera dificuldade de também aceitar o outro em sua diferença. Isso acontece como mecanismo reativo de defesa, ou seja, a pessoa defende-se da própria dificuldade através da intolerância ao outro, mas, de verdade, a maior dificuldade está em tolerar-se, em aceitar-se.

Quando não se aceita qualquer diferença, seja uma limitação ou uma opinião diferente, a pessoa se coloca como eu estou certo, você está errado, pois, na verdade, tem medo de estar errado (normalmente isto é um processo inconsciente). Teremos aqui um clima de guerra.

Guardando as devidas proporções, encontramos este clima de guerra, às vezes, até mesmo numa simples discussão (que não é nada simples!), pois a intolerância leva a relações constantes de conflitos e, afinal, o outro é sempre o oponente.

Na intolerância não há cooperação.
Na intolerância não há amizade.
Na intolerância não há paz nem amor presentes.
Na intolerância há uma constante irritabilidade e indisposição de ouvir e aceitar o outro.

Nem sempre é explícito o comportamento do tipo tolerância zero. 
Às vezes, percebemos em pequenos gestos e olhares a indisposição e a irritabilidade. Às vezes, a pessoa intolerante inverte, jogando para o outro a sua indisposição e incapacidade à cooperação chamando-o de egoísta ou folgado, por exemplo, numa tentativa de impedir que o outro o requisite ou se recuse a cooperar consigo.

A forma de se dissipar a intolerância do planeta Terra, a meu ver, começa pelo individual. Cada um fazendo a sua parte. Primeiramente, gerando auto-amor e auto-aceitação reais. Em seguida, conscientizando-se que o outro é o outro - outra pessoa - diferente e separado de si, mas ser humano como você, que merece seu amor e aceitação por ser o ser humano que é.

Sempre friso que aceitar não significa concordar! E tem mais: discordar não significa ser intolerante.
A partir dessas premissas podemos concluir que todos nós – seres vivos – temos direito a um lugar no universo e que há lugar para todos. Portanto, você pode começar – hoje, agora – a praticar a tolerância, começando consigo mesmo, através do auto-amor e da auto-aceitação.

Como?
Eu digo que se deve começar pelas situações e coisas mais banais, mais simples, da própria vida. Comece parando de se pressionar com os diversos deveria e com todos os tem que auto-impostos; e, em seguida, tire todos os deveria e os tem que das suas relações. Vá tirando aos poucos todas as condições – porque no Amor (e no Auto-amor) não há condições; o Amor é criativo, construtivo: ou se ama ou não se ama.

Por não ser possível mensurar o Amor, não importa a quantidade, o que vale é a qualidade. Eis a força para dissipar todo o mal provocado pela intolerância: o Amor (por si e pelo outro).