Páginas

domingo, novembro 12, 2017

Conheça os segredos dos magros por natureza para não engordar

Redação do Diário da Saúde

Sem segredo

Há poucos dias, o Diário da Saúde publicou o resultado de um estudo que ajuda a explicar porque algumas pessoas, os chamados magros por natureza, conseguem manter um peso saudável sem todo o sangue, suor e lágrimas das dietas, sacrifícios 
alimentares e emoções negativas, como a culpa.

Agora, os professores Anna-Leena Vuorinen e Brian Wansink, autores daquele estudo, compilaram os resultados das entrevistas que fizeram com o grupo das pessoas que não fazem esforço para ficar magras.

Esses resultados são mais simples e mais diretos do que as recomendações genéricas feitas em seu estudo original, facilitando a adoção por quem deseja apenas ser saudável e que sabe que isso pode ser feito sem sofrimento.

Além disso, a ênfase no "segredo dos magros por natureza" se dilui bastante, mostrando que, na verdade, não há segredos, mas apenas um comportamento alimentar voltado para a alegria e o bem-estar - não é preciso livrar-se dos alimentos e do prazer que eles dão, mas apenas da compulsão e da ansiedade.

Veja abaixo a compilação das respostas das pessoas que apresentam um comportamento alimentar saudável e, por decorrência, não passam do peso saudável.

Exemplos dos magros por natureza

Quem são eles
  • Têm índice de massa corporal média de 21,7
  • Pesam em média 62 kg
  • 80% são mulheres
  • 24% têm 25 anos ou menos
  • 33% têm entre 26 e 40 anos
  • 43% têm mais de 41 anos
O que eles comem
  • 61% consideram frango a carne preferida
  • 35% comem salada todos os dias
  • 65% comem vegetais no jantar todos os dias
  • 7% são vegetarianos
  • 33% não consomem álcool
O que eles também comem
  • 51% incluem frutas e vegetais no café da manhã
  • 31% incluem ovos no café da manhã
  • 44% "beliscam" principalmente frutas
  • 21% "beliscam" principalmente castanhas e nozes
O que eles fazem e o que não fazem
  • 48% nunca fazem dietas
  • 74% raramente fazem dietas
  • 50% checam o peso semanalmente
  • 29% nunca checam o peso
E os exercícios físicos?
  • 10% nunca fazem exercícios físicos
  • 32% exercitam-se 1 ou 2 dias por semana
  • 27% exercitam-se 3 ou 4 dias por semana
  • 42% exercitam-se de 5 a 7 dias por semana

Entre os depoimentos desses voluntários, destacam-se frases como: "Eu prezo mais a qualidade do que a quantidade" e "Eu me exercito para ficar forte e como para ficar magro".

sábado, novembro 11, 2017

Nossa alimentação afeta nossos genes

Redação do Diário da Saúde


Alimentação e genes

Que a atividade dos nossos genes influencia o nosso metabolismo é algo que se sabe há tempos. A novidade é que o oposto também é verdadeiro, e os nutrientes disponíveis para as células influenciam nossos genes. Mais do que isso, quase todos os nossos genes podem ser influenciados pela comida que ingerimos.

"O metabolismo celular desempenha um papel muito mais dinâmico nas células do que pensávamos até agora. Quase todos os genes de uma célula são influenciados por mudanças nos nutrientes a que têm acesso. 

Na verdade, em muitos casos, os efeitos são tão fortes que mudar o perfil metabólico da célula pode fazer alguns de seus genes se comportarem de uma maneira completamente diferente," explica o professor Markus Ralser, da Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Os resultados foram publicados na revista Nature Microbiology.
Metabolismo e genes

O comportamento das nossas células é determinado por uma combinação da atividade dos seus genes e das reações químicas necessárias para manter as células, o conhecido metabolismo. O metabolismo funciona em duas direções: a quebra de moléculas para fornecer energia para o corpo e a produção de todos os compostos necessários para as células.

Conhecer o genoma - o projeto fundamental do DNA de um organismo - pode fornecer uma quantidade substancial de informações sobre como se comportará um organismo em particular. No entanto, isto não dá a imagem completa: os genes podem ser regulados por outros genes ou regiões de DNA, ou através de modificadores epigenéticos - pequenas moléculas ligadas ao DNA que agem como interruptores para ligar e desligar os genes.

Estudos anteriores sugeriram que pode existir um outro controlador nessa complicada regulação dos genes: a rede metabólica - as reações bioquímicas que ocorrem dentro de um organismo. Essas reações dependem principalmente dos nutrientes à disposição da célula - os açúcares, aminoácidos, ácidos graxos e vitaminas derivados dos alimentos que comemos.


Os pesquisadores manipularam os níveis dos metabólitos essenciais, os produtos das reações metabólicas, nas células de levedura, normalmente usada como modelo nesses estudos, e analisaram como isto afetava o comportamento dos genes e as moléculas que o organismo produzia.

90% dos genes alterados pela alimentação


Quase nove em cada dez genes e seus produtos foram afetados por mudanças no metabolismo celular.

"A visão clássica é que os genes controlam como os nutrientes são quebrados em moléculas importantes, mas nós mostramos que o oposto também é verdadeiro: a forma como os nutrientes são quebrados afeta o modo como os nossos genes se comportam," disse Ralser.
Genética e medicamentos

A equipe acredita que as descobertas podem ter implicações de grande alcance, inclusive sobre como nosso corpo responde a determinados medicamentos. Nos cânceres, por exemplo, as células tumorais desenvolvem múltiplas mutações genéticas, que modificam a rede metabólica no interior das células. Isto, por sua vez, pode afetar o comportamento dos genes e pode explicar porque alguns medicamentos não funcionam para alguns indivíduos.
"Outro aspecto importante das nossas descobertas é uma questão prática para os cientistas," explica diz o Dr. Ralser. 

"Experimentos biológicos são frequentemente não-reprodutíveis entre os laboratórios, e nós muitas vezes culpamos o desleixo dos pesquisadores por isso.


"Parece, no entanto, que pequenas diferenças metabólicas podem alterar os resultados dos experimentos. Precisamos estabelecer novos procedimentos laboratoriais que controlem melhor as diferenças no metabolismo. Isto nos ajudará a projetar experimentos melhores e mais confiáveis," concluiu Ralser.

domingo, novembro 05, 2017

Mapa térmico do amor mostra onde o amor aquece

Redação do Diário da Saúde


Mapa térmico do amor

Seus criadores chamam-no de "mapa térmico do amor". Trata-se de um novo método de imageamento, baseado na termografia, que permite identificar objetivamente se uma pessoa está apaixonada ou não.

Os experimentos e testes mostraram que basta olhar para uma foto da pessoa amada para que sejam induzidas mudanças térmicas no corpo, mudanças essas que são captadas pela nova técnica.

Essa "imagem do amor" foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Granada (Espanha).

Onde o amor aquece

Os pesquisadores analisaram diferenças de temperatura entre os voluntários enquanto eles viam fotos de seus parceiros ou imagens que produziam neles uma resposta emotiva diferente do amor, como ansiedade, calma ou empatia.

No laboratório, os voluntários ficavam nus durante 20 minutos a fim de equalizar a temperatura corporal. Cada um chegava à sua temperatura basal, que era então medida.

Um grupo olhava então fotos do alvo de seu amor, enquanto o grupo de controle via imagens tiradas do Sistema Internacional de Imagens Afetivas, para produzir ansiedade, ou fotos da família e de amigos.

Os resultados mostraram que o amor aumenta em dois graus Celsius a temperatura das bochechas, mãos, tórax, genitais e ao redor da boca.

Diferença entre amor e empatia

Apesar dos resultados muito claros, os autores alertam que o "padrão térmico do amor é muito complexo", uma vez que inclui a coexistência da paixão e do desejo sexual (ou a falta delas), em contraste com a predominância da empatia e da intimidade ou compromisso e relacionamento legal, por exemplo.

"A termografia nos mostra que a paixão aumenta a temperatura em torno das mãos e do rosto, enquanto a empatia (a capacidade de 'sintonizar' com o outro como pessoa, não apenas como um objeto de desejo) diminui essa temperatura, especialmente no nariz.

É como se a paixão fosse um acelerador que liga nosso corpo, e a empatia fosse um freio que interrompesse a ativação," disse o professor Emílio Gómez Milán.


Em resumo, o amor romântico seria uma mistura de paixão e empatia.

sábado, novembro 04, 2017

Os benefícios e deficiências da interação digital

Redação do Diário da Saúde


Não tão bom

As formas digitais de interação social que já predominam em nossa sociedade podem trazer benefícios para a qualidade dos nossos relacionamentos e para nossa saúde emocional - mas também têm seus custos embutidos.

A facilidade de interação viabilizada pelas mensagens de texto e imagens significa que as pessoas podem ficar mais envolvidas e não perderem contato com tanta facilidade.

Porém, esses benefícios não conseguem equivaler às interações sociais em pessoa, diminuindo os ganhos emocionais e psicológicos na medida em que a facilidade de interação digital diminui o esforço para a interação pessoal.

"Embora as mensagens de texto possam ajudar positivamente nos relacionamentos, elas podem ser menos eficazes em reduzir o impacto emocional de um estressor agudo," escreve a equipe da Dra Susan Holtzman, da Universidade Colúmbia Britânica (Canadá).

Interação face a face versus interação digital

Em um comparativo, 64 mulheres adultas jovens participaram de uma tarefa estressante e, em seguida, foram aleatoriamente designadas para receber apoio emocional através do celular, por comunicação face a face, ou nenhum apoio. O apoio face a face revelou-se significativamente melhor do que o apoio por celular para trazer de volta o humor positivo.

Outro estudo, de um grupo da Universidade da Califórnia de Los Angeles (EUA), mostrou que aumentar as interações presenciais entre pré-adolescentes melhora muito seu reconhecimento de emoções não-verbais. Aqueles que passaram cinco dias longe da tecnologia apresentaram uma melhora significativa no reconhecimento de sinais emocionais em seus colegas.

A Dra Amori Mikami, coautora da análise que reavaliou os principais estudos sobre o tema, destaca que alguns indivíduos parecem ter maior risco de sofrer os efeitos negativos das mídias sociais, como aqueles que se sentem rejeitados por seus pares.


E, como a maioria das pesquisas na área se concentra em adultos jovens, adolescentes e crianças, é necessário fazer mais investigações para determinar como a questão se coloca para outras faixas etárias.

domingo, outubro 29, 2017

Adolescentes usam mídias sociais para assediar namorados

Com informações da Umich


Intrusão eletrônica

Uma adolescente recebe mensagens de texto do namorado bem mais tarde do que esperava. Ela fica insegura e ansiosa e começa a imaginar se seu parceiro a está traindo. Muitas vezes, é assim que ela passa dos limites e começa o "abuso digital de namoro," dizem especialistas.

Cheia de dúvidas, a adolescente envia inúmeras mensagens de texto ao seu namorado, perguntando onde ele está ou, assim que tiver uma oportunidade, checa o celular dele sem permissão para acalmar sua ansiedade.

Esse comportamento de perseguição on-line é descrito como intrusão eletrônica - e é comum em relações e namoros que acontecem principalmente no colegial, de acordo com um estudo que está sendo feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, que prosseguem seu trabalho com os estudantes universitários.

Ansiedade de relacionamento

De acordo com o levantamento, adolescentes inseguros - de ambos os sexos, mas principalmente meninas - usam as mídias sociais para criar um ciclo de ansiedade, onde as plataformas como Facebook, Twitter, Snapchat e Instagram servem tanto como um gatilho para a ansiedade de relacionamento quanto como ferramenta para vigilância do parceiro para aliviar essa ansiedade.

Enquanto a mídia digital pode ter impactos positivos sobre o namoro, gerando mais qualidade e proximidade, o comportamento intrusivo eletrônico pode afetar negativamente a saúde mental dos parceiros e a sensação de segurança no relacionamento, disse Lauren Reed, autora principal do estudo. Esses comportamentos podem derivar para abuso emocional e violência durante um encontro. 

"Para indivíduos ansiosamente apegados, o acesso à informação digital sobre um parceiro, adicionado à capacidade de contato constante, pode dificultar a negociação dos limites digitais," disse Reed.



A equipe entrevistou cerca de 700 estudantes do ensino médio, que foram indagados sobre seu relacionamento atual ou mais recente, bem como a frequência do uso da internet e mídia digital. Os alunos relataram enviar ou receber entre 51 e 100 mensagens de texto por dia, e gasto cerca de 22 horas por semana na mídia social.


Maior problema entre as meninas

Eles frequentemente monitoraram seus parceiros e atividades usando a mídia social, checando as pessoas com quem o parceiro fala e o pressionando para responder rapidamente às chamadas e mensagens.

As meninas, mais frequentemente envolvidas em intrusão eletrônica, passam mais horas na mídia social e têm mais ansiedade do que os meninos, disse Reed. Na verdade, garotas consideram a intrusão eletrônica um componente necessário para manter um relacionamento. Enquanto isso, meninos usam intrusão eletrônica para manter controle dos relacionamentos, disse ela.


Os resultados estão publicados na revista eletrônica Computers in Human Behavior.