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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Descoberta nova rota de tratamento para depressão e ansiedade - Redação do Diário da Saúde

Substância antidepressiva

Uma descoberta importante trouxe novas informações sobre como o cérebro opera em casos de depressão e ansiedade.

Em termos simples, foi identificada uma nova substância que alivia a ansiedade e o comportamento depressivo - por enquanto, em experimentos em animais de laboratório.

A descoberta foi feita pela equipe da professora Eleanor Coffey, da Universidade Abo Akademi (Finlândia), em colaboração com colegas dos EUA.

Proteína JNK

Coffey descobriu que, quando ativa, uma proteína chamada JNK inibe o nascimento de novos neurônios no hipocampo, uma parte do cérebro envolvida nas emoções e no aprendizado.

A JNK é uma proteína que ajuda a regular o processo de autodestruição celular, ou apoptose - é uma quinase cujo nome é uma sigla para c-Jun N-terminal Kinase.
Ao inibir a JNK unicamente nas células nervosas recém-geradas no hipocampo, os pesquisadores conseguiram aliviar a ansiedade e o comportamento depressivo nos camundongos.

Compreensão

Este mecanismo, desconhecido até agora, traz uma nova visão sobre como o cérebro funciona para regular o humor e indica que os inibidores de JNK, como o usado no experimento, podem fornecer uma nova via para o desenvolvimento de drogas antidepressivas e ansiolíticas.

E é particularmente importante, uma vez que muitos pacientes não respondem aos tratamentos atuais e há muito tem sido reconhecida a necessidade de uma nova compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos nesses distúrbios para que se possa desenvolver medicamentos eficazes contra a depressão resistente aos tratamentos atuais.

depressão e a ansiedade são distúrbios altamente prevalentes e representam uma das maiores causas de incapacitação em todo o mundo.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Todas as refeições geram inflamação - e isso é bom - Redação do Diário da Saúde

Inflamação benéfica

Quando comemos, não são apenas os nutrientes que entram em nosso organismo - também ingerimos uma quantidade significativa de bactérias.
Assim, nosso corpo é confrontado com o desafio de, simultaneamente, distribuir a glicose ingerida e combater essas bactérias.

Isso desencadeia uma resposta inflamatória que ativa o sistema imunológico, gerando um efeito protetor para todo o organismo - ou seja, a ingestão não-intencional de bactérias pelas pessoas saudáveis acaba fazendo bem.

Em indivíduos com sobrepeso, no entanto, esta resposta inflamatória falha tão drasticamente que pode levar ao diabetes.

Esses efeitos tão contrastantes acabam de ser documentados pelo Dr. Erez Dror e seus colegas da universidade e do Hospital Universitário da Basileia (Suíça) em um artigo publicado pela revista Nature Immunology.

Ativação do sistema imunológico

O número de macrófagos (um tipo de célula imunológica) em torno dos intestinos aumenta durante os horários das refeições. Estas chamadas "células de limpeza" produzem a substância mensageira Interleucina-1 beta (IL-1beta) em quantidades variáveis dependendo da concentração de glicose no sangue.

Isto, por sua vez, estimula a produção de insulina pelas células beta pancreáticas. A insulina então faz com que os macrófagos aumentem a produção de IL-1beta.
A insulina e a IL-1beta trabalham em conjunto para regular os níveis de açúcar no sangue, enquanto a substância mensageira IL-1beta garante que o sistema imunológico seja suprido com glicose, permanecendo desta forma ativo.

Equilíbrio entre bactérias e nutrientes

De acordo os pesquisadores, este mecanismo do metabolismo e do sistema imunológico é dependente das bactérias e dos nutrientes que são ingeridos durante as refeições. Com nutrientes suficientes, o sistema imunológico é capaz de combater adequadamente as bactérias estranhas.

No caso de excesso de nutrientes, a substância mensageira pode disparar uma inflamação crônica e causar a morte das células produtoras de insulina.


Por outro lado, quando há falta de nutrientes, as poucas calorias restantes devem ser conservadas para funções importantes da vida à custa de uma resposta imune. Isto pode ajudar a explicar por que as doenças infecciosas ocorrem com mais frequência em tempos de fome, dizem eles.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Dieta Paleolítica Marcela Sansone

Certamente você já ouviu falar na dieta paleolítica. Mas, sabe qual a sua fundamentação e o que ela pode trazer de bom para você?

Esta dieta é caracterizada por adoção de hábitos alimentares semelhantes aos dos nossos ancestrais que viveram entre 40 000 e 10 000 anos antes de nós e, que baseavam sua alimentação em alimentos mais “naturais”, com o consumo de frutas, hortaliças, castanhas, raízes e tubérculos, além de carnes, que eram adquiridas por meio da caça e pesca.

Beeeeem diferente da nossa alimentação atual, que está baseada em refeições rápidas, comida em exagero, horários irregulares e alimentos ricos em aditivos químicos, gordura, açúcar e sódio. O que nos leva a absorção inadequada de nutrientes e de quebra a ingestão de compostos que podem ser tóxicos. Todos estes pontos trazem prejuízos ao nosso organismo e, as consequências você já sabe... Obesidade, hipertensão, dislipidemias, doenças cardíacas e por ai vai...


“Vale ressaltar que apesar da expectativa de vida de nossos ancestrais ser mais baixa do que a nossa (em torno de 50 anos), as principais causas de morte eram acidentes e doenças parasitárias, pouquíssimos os que faleciam em decorrência de alguma doença crônica, muito presente na atualidade”.
 O argumento dos defensores dessa dieta é que o DNA humano não está adaptado para comer alimentos industrializados e cereais. Como a ingestão de frutas e hortaliças era marcante, o consumo de fibras era alto, chegando em média a 46g. O consumo de sódio era baixo, menor do que 1000mg/dia, e o do potássio era alto, acima de 10.000mg/dia. A ingestão de cálcio era aproximadamente 1620mg por dia, advindos das plantas forrageiras e da carne de cervo, excedendo os requerimentos mínimos. “Detalhe”... Sem leite e derivados...

Essa ingestão contraria nossas recomendações atuais.

Para definir melhor a constituição da dieta paleolítica vamos usar o principio da exclusão, já que excluem-se: açúcar ou quaisquer alimentos adoçados, cereais e todos os produtos á base de cereais, batata, leguminosas (feijão, soja e lentilhas), leites e todos os seus derivados (apesar de poderem ser consumidos crús, devem ser evitados por serem da era pós-agricultura), alimentos que não são comestíveis crús sem processamento são excluídos dessa dieta. Isso por que na era paleolítica, não havia fogo, e alguns alimentos crus eram tóxicos, como é o caso da macaxeira (mandioca brava). Ou seja, ela inclui basicamente carnes magras, peixes, ovos, oleaginosas, vegetais e frutos orgânicos e muito raramente pode ser usado mel.

Do ponto de vista nutricional está dieta apresenta várias características interessantes:
• Rica em fibras;
• Rica em proteínas;
• Tem grande quantidade de óleos poliinsaturados - ômega 3;
• Rica em vitaminas, minerais e antioxidantes;
• Pouca gordura saturada;
• Não tem carboidratos de alto ou médio índice glicêmico (que elevam mais a quantidade de açúcar no sangue);
• Sem leite e derivados;
• Evita alimentos industrializados;
• Dieta pouco alergênica.
Muitos estudos mostram que mudanças nos hábitos alimentares baseados nesta dieta podem ser favoráveis na redução de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol elevado e doenças cardíacas).

E como aplicar essa dieta no dia a dia de hoje?
• Comer alimentos integrais, naturais e frescos; evitar alimentos altamente processados e de alto índice glicêmico;
• Consumir uma dieta rica em frutas, hortaliças, nozes, e sementes e baixa em grãos refinados e em açúcares.
• Aumentar o consumo dos ácidos graxos ômega-3 através do consumo de peixe e das fontes vegetais;
• Evitar gorduras trans e limitar a ingestão de gorduras saturadas, ou seja, eliminar alimentos fritos, margarinas, produtos de pastelaria e os alimentos industrializados. Incorporar azeite de oliva na dieta;
• Aumentar o consumo de proteína magra, sem pele, de peixes, além de cortes magros da carne vermelha, e logicamente proteína vegetal, como tofu, shitaki, grãos germinados.
• Evitar produtos lácteos ricos em gordura, carnes embutidas, defumadas e curadas;
• Beber água em abundância;
• Praticar exercícios diariamente.


Mas é importante lembrar que a alimentação para cada individuo é diferenciada, portanto, em vez de simplesmente adotarmos um padrão de dieta, deve-se procurar um profissional capacitado para lhe ajudar a fazer as melhores escolhas.

sábado, novembro 05, 2016

Faxina interna e externa também por Fernanda Lopes de Luzia


A perfeição das grandes coisas depende da harmonia que conseguires nas pequenas”. Às vezes estamos tão preocupados em mudar nossos pensamentos e vibrações. Que nos esquecemos que para mudar é necessário também movimento. Energia é pensamento, é vibração, é palavra, mas também ação. Para alcançar o topo da escada é preciso lembrar que existem degraus no processo. Não queira chegar lá em cima, sem antes começar a caminhar. Tire a ferrugem dos sapatos e comece!


Faça uma breve reflexão sobre as coisas que você já materializou. Veja se existem bagunças a serem arrumadas, se existem coisas que não servem mais que você continua juntando ou colecionando. Doe aquilo que não serve mais. Dê nova utilidade para aquilo que já não tem energia. Veja as cartas, fotos e quaisquer outras coisas que lhe prendam demais ao passado. Desapegue-se do que lhe prende à situações que já se desgastaram


Se você quer dar espaço para o novo, precisa começar criando espaços dentro de si – jogando fora o velho. Mude hábitos antigos. Faça uma programação num papel para o dia de hoje. Isso mesmo – só por hoje! Esqueça das metas grandiosas e que por vezes – você mesmo acredita que devera empenhar tamanha força para realiza-las.


Desenhe suas metas para hoje. Aquilo que você poderia estar fazendo diferente – hoje! Arrume sua casa interna. Mas sua casa externa também. Estimule-se a harmonizar toda e qualquer bagunça. A interna e a externa (que você refletiu – causada pelo seu interior).


Crie espaços vazios. Dê um passo de cada vez! E renove-se – dia-a-dia!

sexta-feira, setembro 30, 2016

Autoconhecimento é fundamental para se relacionar por Rosemeire Zago


As relações em geral são sempre motivo de queixas e uma das mais frequentes é o modo pelo qual somos tratados, independente dos motivos. A frase: O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença de Érico Veríssimo, nos faz lembrar em como as pessoas tratam com indiferença aqueles com quem convivem e dizem amar. Não, com certeza isso não é amor! Algumas pessoas entram na vida de outras e fazem um verdadeiro estrago... e sequer demonstram arrependimento, sequer voltam para pedir desculpas ou saber como você está se sentindo. Quem já foi alvo da indiferença sabe a dor e o estrago que causa, e sabe também que os cacos serão um a um recolhidos, mas até isso acontecer quanto sofrimento provoca... E quem causou isso continua a vida, muitas vezes sem sentir o mínimo de dor, ao menos aparentemente, e vai machucando outros por onde passa.
Claro que um relacionamento afetivo tem sua base e suas peculiaridades, e se um faz algo, foi porque o outro permitiu; mas a verdade é que quem não está bem consigo mesmo, deveria no mínimo ter a responsabilidade de não se envolver com outra pessoa. Sim, muitas pessoas não têm a percepção de não estar bem, e quando se relacionam, o outro muitas vezes funciona como um verdadeiro espelho, ou seja, aquilo que não vê em si mesmo, projeta no outro, acreditando verdadeiramente que não lhe pertence. Usa o outro como espelho, sempre com o dedo acusador, sem se dar conta de que apenas está projetando no outro tudo que não consegue –ou não quer– enxergar em si mesmo.

É importante pensar ainda que se envolver para um pode não ter o mesmo significado para o outro, pois a maioria apenas mantém relações superficiais. Enfim, as variáveis são muitas, o que não nos impede de refletir sobre as possíveis causas e suas consequências, e assim ficarmos mais atentos na próxima relação. Afinal, os erros e as experiências são para aprendermos. Portanto, cabe a quem conhece esse processo não cair em tal cilada.

As pessoas estão tão alienadas de si mesmas, vivendo tão na superficialidade, que se esquecem de valores básicos como educação e, acima de tudo, respeito. Mas como podem se preocupar com o que o outro sente se não identificam nem aquilo que está bem dentro de si mesmo? Como respeitar os sentimentos do outro, se não respeitam nem os próprios sentimentos? Diante de tantos desencontros, como se envolver, verdadeiramente, sem se machucar?
Sim, o outro machucou, e nós, por vários motivos, conscientes ou não, permitimos, consentimos, nos iludimos, criamos expectativas, e ainda não consideramos vários sinais, sutis ou evidentes e o resultado disso tudo é um só: dor, dor e mais dor! Muitas vezes fazemos muito, cedemos muito, com a intenção que a relação dê certo; esperamos que dessa vez fosse diferente, mas não é! Decepcionamo-nos. E talvez se decepcionem conosco. Seja qual for a realidade, todos podemos aprender com tudo que acontece. Mas só aprende quem quer, quem deseja crescer, evoluir, e está aberto para perceber quanto o autoconhecimento é fundamental, do contrário situação semelhante voltará a acontecer, tanto para quem machucou como para quem foi machucado.

Ficar apontando o dedo, criticando, julgando, só demonstra o quanto não se consegue olhar para dentro de si. Não é nada fácil ter a coragem para enfrentar um processo de análise, o qual tem como objetivo principal o autoconhecimento, por isso é muito mais fácil apontar o que o outro, supostamente, fez de errado. Propor-se e se comprometer a ficar toda semana sentado por uma hora, durante um período indeterminado, para se encontrar consigo mesmo, e assim buscar a origem de seus conflitos, identificar suas máscaras, entender os motivos de seus comportamentos, encontrar sua verdadeira essência, realmente não é para qualquer um!
Muitas vezes, quem nunca passou pelo processo, acusa o outro por todas as dificuldades encontradas no relacionamento, e se esse também não se conhece, facilmente irá assumir toda a culpa pelo que não deu certo. Isso acontece mais frequentemente nas relações afetivas, mas também encontramos conflitos por falta de autoconhecimento nas relações de amizade, familiar e profissional. Autoconhecimento deveria ser condição básica para qualquer tipo de relacionamento. Já dizia Sócrates: Conhece-te a ti mesmo, e eu acrescentaria: ... antes de se envolver emocionalmente com outra pessoa.

Quando uma pessoa -eu, você-, pretende, quer ou começa a se envolver com alguém, deve sim ter a responsabilidade de estar bem consigo mesmo para não jogar todos seus lixos no outro, pois é isso que acontece quando não se conhece a si próprios. Ninguém tem a responsabilidade de salvar, suprir necessidades emocionais do passado, ou mudar o histórico de vida de ninguém, pois isso é impossível, mas também ninguém tem o direito de piorar aquilo que já foi ou é tão difícil de ser superado. Ainda que a pessoa não saiba nada sobre o passado e as necessidades do outro, deve respeitá-lo acima de tudo como ser humano e lembrar que todos têm um histórico, uns mais difíceis de serem superados, outros menos.
As pessoas sequer têm consciência de suas necessidades emocionais, as quais dão origem às máscaras, e saem em busca de quem as salve, quando elas mesmas não conseguem se salvar. Complicado? Pode parecer, mas não é. Todos nós utilizamos máscaras, pois é um processo inconsciente como proteção e defesa da dor, mas sem autoconhecimento vivemos como se essas máscaras fossem nossa essência, o que não é verdade, pois nossa essência está escondida, e só a descobrimos quando nos dispomos a nos conhecer. Diante desse quadro a maioria dos relacionamentos envolve apenas mascarados. Eu uso minhas máscaras (das quais sequer tenho conhecimento), você utiliza as suas, e o conflito se instala. E o amor só pode ser realmente sentido quando duas essências se encontram, é essa a grande diferença!