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sábado, março 04, 2017

Psicoterapia para fobia social conserta o cérebro

Terapia que muda o cérebro

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Zurique (Suíça) revelou que o tratamento mais bem-sucedido para a fobia social altera as principais estruturas cerebrais envolvidas no processamento e na regulação das emoções.

O tratamento é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) - ou seja, uma terapia de conversação que resulta em mudanças fisiológicas do cérebro.

Este resultado está de acordo com análises anteriores, que já demonstraram que a terapia reorganiza o cérebro e que a meditação altera a estrutura do cérebro em oito semanas.

Transtorno de Ansiedade Social

Transtorno de Ansiedade Social é diagnosticado quando a ansiedade e os medos ante situações sociais começam a prejudicar a vida cotidiana e a causar sofrimento intenso.

Falar na frente de um grupo é uma situação típica dessa fobia social, que não é um problema raro: cerca de uma em cada dez pessoas é afetada pelo Transtorno de Ansiedade Social ao longo da vida.

Nos grupos de terapia comportamental cognitiva os pacientes aprendem e aplicam novas estratégias destinadas a lidar com o transtorno. Com base em exemplos específicos, o grupo discute modelos explicativos e identifica pontos de partida para mudanças. Através da auto-observação, encenações ou gravações de vídeo, desenvolvem-se pontos de vista alternativos sobre a situação, que permitem lidar com ela sem os medos debilitantes.
Psicoterapia muda o cérebro

A equipe investigou alterações no cérebro dos pacientes antes e depois de um curso específico de dez semanas de TCC, usando exames de ressonância magnética.

"Nós demonstramos que ocorrem mudanças estruturais em áreas cerebrais ligadas ao autocontrole e à regulação emocional," disse a professora Annette Brühl, do Hospital Universitário de Psiquiatria de Zurique.

E quanto mais bem-sucedido o tratamento, mais fortes são as alterações no cérebro. Além disso, as áreas cerebrais envolvidas no processamento de emoções se apresentaram melhor interligadas após a psicoterapia.

"A psicoterapia normaliza as alterações cerebrais associadas com o Transtorno de Ansiedade Social," resumiu Brühl.

Redação do Diário da Saúde

quinta-feira, março 02, 2017

Depressão faz tão mal ao coração quanto obesidade e colesterol - Redação do Diário da Saúde

Mente afeta o corpo

Em mais uma descoberta que desvenda os mecanismos de interação entre a mente e o corpo, acaba de ser demonstrado que, na depressão, o estado mental não é tudo o que é afetado - a depressão também compromete a fisiologia corporal.

O que se demonstrou é que a depressão representa um risco para doenças cardiovasculares tão grande quanto níveis elevados de colesterol ou obesidade.
A descoberta foi feita pela equipe do professor Karl-Heinz Ladwig, do Centro Helmholtz de Munique (Alemanha).

Depressão e risco cardíaco

Ladwig e sua equipe analisaram dados de 3.428 pacientes homens, com idades entre 45 e 74 anos, e observaram seu comportamento e sua saúde ao longo de um período de dez anos.

Eles se concentraram especificamente na comparação do impacto da depressão e dos quatro principais fatores de risco cardiovascular sobre a saúde dos voluntários.

"Nossa investigação mostrou que o risco de uma doença cardiovascular fatal devido à depressão é quase tão grande quanto o risco devido a níveis elevados de colesterol ou obesidade," resumiu Ladwig.

Os resultados mostraram que apenas a hipertensão arterial e o tabagismo estão associados com um risco cardiovascular maior do que a depressão.

Mortes por depressão

Extrapolando o resultado para os dados epidemiológicos, a equipe calcula que, na população em geral, a depressão pode estar sendo responsável por cerca de 15% das mortes cardiovasculares.

"Isto é comparável a outros fatores de risco, como hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo", afirma Ladwig - os fatores que o pesquisador cita causam de 8 a 21% das mortes cardiovasculares.

Os resultados foram publicados na revista Atherosclerosis.

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Descoberta nova rota de tratamento para depressão e ansiedade - Redação do Diário da Saúde

Substância antidepressiva

Uma descoberta importante trouxe novas informações sobre como o cérebro opera em casos de depressão e ansiedade.

Em termos simples, foi identificada uma nova substância que alivia a ansiedade e o comportamento depressivo - por enquanto, em experimentos em animais de laboratório.

A descoberta foi feita pela equipe da professora Eleanor Coffey, da Universidade Abo Akademi (Finlândia), em colaboração com colegas dos EUA.

Proteína JNK

Coffey descobriu que, quando ativa, uma proteína chamada JNK inibe o nascimento de novos neurônios no hipocampo, uma parte do cérebro envolvida nas emoções e no aprendizado.

A JNK é uma proteína que ajuda a regular o processo de autodestruição celular, ou apoptose - é uma quinase cujo nome é uma sigla para c-Jun N-terminal Kinase.
Ao inibir a JNK unicamente nas células nervosas recém-geradas no hipocampo, os pesquisadores conseguiram aliviar a ansiedade e o comportamento depressivo nos camundongos.

Compreensão

Este mecanismo, desconhecido até agora, traz uma nova visão sobre como o cérebro funciona para regular o humor e indica que os inibidores de JNK, como o usado no experimento, podem fornecer uma nova via para o desenvolvimento de drogas antidepressivas e ansiolíticas.

E é particularmente importante, uma vez que muitos pacientes não respondem aos tratamentos atuais e há muito tem sido reconhecida a necessidade de uma nova compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos nesses distúrbios para que se possa desenvolver medicamentos eficazes contra a depressão resistente aos tratamentos atuais.

depressão e a ansiedade são distúrbios altamente prevalentes e representam uma das maiores causas de incapacitação em todo o mundo.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Todas as refeições geram inflamação - e isso é bom - Redação do Diário da Saúde

Inflamação benéfica

Quando comemos, não são apenas os nutrientes que entram em nosso organismo - também ingerimos uma quantidade significativa de bactérias.
Assim, nosso corpo é confrontado com o desafio de, simultaneamente, distribuir a glicose ingerida e combater essas bactérias.

Isso desencadeia uma resposta inflamatória que ativa o sistema imunológico, gerando um efeito protetor para todo o organismo - ou seja, a ingestão não-intencional de bactérias pelas pessoas saudáveis acaba fazendo bem.

Em indivíduos com sobrepeso, no entanto, esta resposta inflamatória falha tão drasticamente que pode levar ao diabetes.

Esses efeitos tão contrastantes acabam de ser documentados pelo Dr. Erez Dror e seus colegas da universidade e do Hospital Universitário da Basileia (Suíça) em um artigo publicado pela revista Nature Immunology.

Ativação do sistema imunológico

O número de macrófagos (um tipo de célula imunológica) em torno dos intestinos aumenta durante os horários das refeições. Estas chamadas "células de limpeza" produzem a substância mensageira Interleucina-1 beta (IL-1beta) em quantidades variáveis dependendo da concentração de glicose no sangue.

Isto, por sua vez, estimula a produção de insulina pelas células beta pancreáticas. A insulina então faz com que os macrófagos aumentem a produção de IL-1beta.
A insulina e a IL-1beta trabalham em conjunto para regular os níveis de açúcar no sangue, enquanto a substância mensageira IL-1beta garante que o sistema imunológico seja suprido com glicose, permanecendo desta forma ativo.

Equilíbrio entre bactérias e nutrientes

De acordo os pesquisadores, este mecanismo do metabolismo e do sistema imunológico é dependente das bactérias e dos nutrientes que são ingeridos durante as refeições. Com nutrientes suficientes, o sistema imunológico é capaz de combater adequadamente as bactérias estranhas.

No caso de excesso de nutrientes, a substância mensageira pode disparar uma inflamação crônica e causar a morte das células produtoras de insulina.


Por outro lado, quando há falta de nutrientes, as poucas calorias restantes devem ser conservadas para funções importantes da vida à custa de uma resposta imune. Isto pode ajudar a explicar por que as doenças infecciosas ocorrem com mais frequência em tempos de fome, dizem eles.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Dieta Paleolítica Marcela Sansone

Certamente você já ouviu falar na dieta paleolítica. Mas, sabe qual a sua fundamentação e o que ela pode trazer de bom para você?

Esta dieta é caracterizada por adoção de hábitos alimentares semelhantes aos dos nossos ancestrais que viveram entre 40 000 e 10 000 anos antes de nós e, que baseavam sua alimentação em alimentos mais “naturais”, com o consumo de frutas, hortaliças, castanhas, raízes e tubérculos, além de carnes, que eram adquiridas por meio da caça e pesca.

Beeeeem diferente da nossa alimentação atual, que está baseada em refeições rápidas, comida em exagero, horários irregulares e alimentos ricos em aditivos químicos, gordura, açúcar e sódio. O que nos leva a absorção inadequada de nutrientes e de quebra a ingestão de compostos que podem ser tóxicos. Todos estes pontos trazem prejuízos ao nosso organismo e, as consequências você já sabe... Obesidade, hipertensão, dislipidemias, doenças cardíacas e por ai vai...


“Vale ressaltar que apesar da expectativa de vida de nossos ancestrais ser mais baixa do que a nossa (em torno de 50 anos), as principais causas de morte eram acidentes e doenças parasitárias, pouquíssimos os que faleciam em decorrência de alguma doença crônica, muito presente na atualidade”.
 O argumento dos defensores dessa dieta é que o DNA humano não está adaptado para comer alimentos industrializados e cereais. Como a ingestão de frutas e hortaliças era marcante, o consumo de fibras era alto, chegando em média a 46g. O consumo de sódio era baixo, menor do que 1000mg/dia, e o do potássio era alto, acima de 10.000mg/dia. A ingestão de cálcio era aproximadamente 1620mg por dia, advindos das plantas forrageiras e da carne de cervo, excedendo os requerimentos mínimos. “Detalhe”... Sem leite e derivados...

Essa ingestão contraria nossas recomendações atuais.

Para definir melhor a constituição da dieta paleolítica vamos usar o principio da exclusão, já que excluem-se: açúcar ou quaisquer alimentos adoçados, cereais e todos os produtos á base de cereais, batata, leguminosas (feijão, soja e lentilhas), leites e todos os seus derivados (apesar de poderem ser consumidos crús, devem ser evitados por serem da era pós-agricultura), alimentos que não são comestíveis crús sem processamento são excluídos dessa dieta. Isso por que na era paleolítica, não havia fogo, e alguns alimentos crus eram tóxicos, como é o caso da macaxeira (mandioca brava). Ou seja, ela inclui basicamente carnes magras, peixes, ovos, oleaginosas, vegetais e frutos orgânicos e muito raramente pode ser usado mel.

Do ponto de vista nutricional está dieta apresenta várias características interessantes:
• Rica em fibras;
• Rica em proteínas;
• Tem grande quantidade de óleos poliinsaturados - ômega 3;
• Rica em vitaminas, minerais e antioxidantes;
• Pouca gordura saturada;
• Não tem carboidratos de alto ou médio índice glicêmico (que elevam mais a quantidade de açúcar no sangue);
• Sem leite e derivados;
• Evita alimentos industrializados;
• Dieta pouco alergênica.
Muitos estudos mostram que mudanças nos hábitos alimentares baseados nesta dieta podem ser favoráveis na redução de doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol elevado e doenças cardíacas).

E como aplicar essa dieta no dia a dia de hoje?
• Comer alimentos integrais, naturais e frescos; evitar alimentos altamente processados e de alto índice glicêmico;
• Consumir uma dieta rica em frutas, hortaliças, nozes, e sementes e baixa em grãos refinados e em açúcares.
• Aumentar o consumo dos ácidos graxos ômega-3 através do consumo de peixe e das fontes vegetais;
• Evitar gorduras trans e limitar a ingestão de gorduras saturadas, ou seja, eliminar alimentos fritos, margarinas, produtos de pastelaria e os alimentos industrializados. Incorporar azeite de oliva na dieta;
• Aumentar o consumo de proteína magra, sem pele, de peixes, além de cortes magros da carne vermelha, e logicamente proteína vegetal, como tofu, shitaki, grãos germinados.
• Evitar produtos lácteos ricos em gordura, carnes embutidas, defumadas e curadas;
• Beber água em abundância;
• Praticar exercícios diariamente.


Mas é importante lembrar que a alimentação para cada individuo é diferenciada, portanto, em vez de simplesmente adotarmos um padrão de dieta, deve-se procurar um profissional capacitado para lhe ajudar a fazer as melhores escolhas.